AMOR COM...E SEM PALAVRAS

domingo, 16 de janeiro de 2011

FLORES QUE NASCEM DOS TEUS LÁBIOS


Olho os teus olhos fechados,

ouço a tua respiração breve.

E sei que sabes que te vejo,

como tu sabes que eu o sei.

Admiro, meu amor, o teu sonho.

Levas-me para fora da cidade,

às estradas ermas dos arredores,

onde voo sobre o teu corpo.

E um outro nos aparece:

ramos são os teus braços;

flores, as que nascem dos teus lábios;

corre um rio no vale entre os seios.

E volto a ser um camponês,

trabalhando a terra que me dás.



Nuno Júdice

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