AMOR COM...E SEM PALAVRAS

segunda-feira, 21 de março de 2011

AS ROSAS



Quando à noite desfolho
E trinco as rosas
É como se prendesse entre os
Meus dentes
Todo o luar das noites
Transparentes
Todo o fulgor das tardes
Luminosas,

O vento bailador das
Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as 
Esperas.

Quando à noite desfolho e 
Trinco as rosas
És tu a Primavera
Que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito
Cada instante.

Quando à noite desfolho
E trinco as rosas
És tu a Primavera
Que eu esperava.  


Sophia de Mello Breyner Andresen

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