AMOR COM...E SEM PALAVRAS

quarta-feira, 2 de março de 2011

LONGE




Há uma gramática aberta

no teu corpo, e soletro cada palavra

que o teu olhar me oferece.

Limpo as sílabas que te

escorrem pelo rosto com um lenço de

vidro, descobrindo a tua transparência.

E sais de dentro de um pó de

advérbios, para que eu te dê um nome,

e a vida volte a correr por ti.



Nuno Júdice

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